segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um Breve Texto Sobre o Teatro do Negro no Brasil




Idealizado, fundado e dirigido por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro tem como objetivo a valorização do negro no teatro e a criação de uma nova dramaturgia. Contemporâneo de Os Comediantes, companhia com a qual realiza intercâmbios, o Teatro Experimental do Negro atua no nascimento do teatro moderno, priorizando seu projeto artístico sem levar em conta o gosto médio da platéia e abrindo mão da profissionalização.

O projeto do Teatro Experimental do Negro - TEN, engloba o trabalho pela cidadania do ator, por meio da conscientização e também da alfabetização do elenco, recrutado entre operários, empregadas domésticas, favelados sem profissão definida e modestos funcionários públicos. A companhia inicia suas atividades em 1944, colaborando com o Teatro do Estudante do Brasil - TEB, na encenação da peça Palmares, de Stella Leonardos. Quando decide empreender um espetáculo próprio constata que não há, na dramaturgia brasileira, textos que sirvam aos seus objetivos. Abdias do Nascimento descobre em O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, o retrato mais aproximado da situação do negro após a abolição da escravatura. O autor cede gratuitamente os direitos e o grupo ensaia durante seis meses, tendo aulas de interpretação com o professor Ironildes Rodrigues em salas da União Nacional dos Estudantes - UNE. O espetáculo, dirigido por Abdias do Nascimento, estréia em maio de 1945 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e obtém boa receptividade, com elogios ao protagonista, Aguinaldo Camargo.

O TEN procura estimular a criação de novos textos, que sirvam aos seus propósitos. Sua diretriz é a temática ligada à situação do negro. A falta de resposta à altura de suas expectativas faz Abdias do Nascimento encenar outro texto de Eugene O'Neill, Todos os Filhos de Deus Têm Asas, com a participação da atriz Ruth de Souza.

A primeira resposta à demanda dramatúrgica da companhia é o texto O Filho Pródigo, de Lucio Cardoso, encenado em 1947, com cenários de Tomás Santa Rosa, e protagonizado por Ruth de Souza e Aguinaldo Camargo. Ainda em 1947, participam de Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, adaptação de Graça Mello, com direção de Zigmunt Turkov, montagem em colaboração com Os Comediantes. Em 1949, é a vez de Filhos de Santo, de José de Morais Pinho, selecionado entre os textos escritos especialmente para o TEN. Contendo muitos elementos da cultura religiosa negra e pinceladas de crítica social, a peça se baseia em uma situação maniqueísta em que uma jovem é enfeitiçada por um pai-de-santo vilão, que a rouba de seu amado. O espetáculo ocupa o Teatro Regina, com direção de Abdias do Nascimento e cenários de Tomás Santa Rosa. Em 1950, o TEN estréia Aruanda, de Joaquim Ribeiro, um dos poucos textos bem-sucedidos do repertório lançado pela companhia. Trata-se de uma lenda desenvolvida com recurso ao mistério e à sensualidade, sobre o amor entre Rosa Mulata e o Deus Gangazuma, com quem ela se encontra por meio de seu marido, que recebe o espírito do Deus. Embora aponte falhas estruturais na dramaturgia, o crítico Sábato Magaldi considera que a lenda "é um episódio de crença negra dos mais felizes proporcionados pela imaginação primitiva" e que traz "uma história de amor e ciúme de incontestáveis riquezas".1

Abdias do Nascimento escreve Sortilégio para o TEN, encenada por Léo Jusi no Theatro Municipal, em 1957. Baseada numa história de amor que envolve um negro e duas mulheres, uma negra outra branca, a peça, cheia de elementos não realistas, como aparições, flash-backs e personagens que simbolizam o inconsciente coletivo, aborda a tomada de consciência do protagonista a respeito de sua alienação no mundo dos brancos. No mesmo ano, estréia, sem grande repercussão, O Mulato, de Langston Hughes, que faz turnê em São Paulo. A companhia se apresenta também na Escola de Teatro Martins Pena, onde estréia, em 1961, sob a direção de Aylton de Menezes, O Castigo de Oxalá, de Romeu Cruzoé, romancista e dramaturgo pernambucano.

Embora tenha como ponto de partida uma premissa ideológica, o TEN não se volta para um teatro popular nem para a popularização de sua platéia, apresentando-se muitas vezes no Theatro Municipal, do Rio de Janeiro.

Abdias do Nascimento procura fazer o TEN ultrapassar os limites da função artística e empreender também uma ação social: cria um concurso de beleza para negras e um concurso de artes plásticas com o tema Cristo Negro. Em 1945, promove uma Convenção Nacional do Negro e, em 1950, o 1º Congresso do Negro Brasileiro. Em 1955, realiza a Semana do Negro. Edita o jornal Quilombo.

As atividades do TEN incentivam a criação de iniciativas semelhantes. No Rio de Janeiro, em 1950, Solano Trindade funda o Teatro Popular Brasileiro; em São Paulo, os grupos negros encontram na dramaturgia norte-americana uma fonte para suas encenações experimentais; Geraldo Campos de Oliveira funda também um Teatro Experimental do Negro, que se mantém em atividade durante mais de quinze anos e monta, entre outros, O Logro, de Augusto Boal, 1953; O Mulato, de Langston Hughes, 1957; Laio Se Matou, de Augusto Boal, direção de Raul Martins, 1958; O Emparedado, de Tasso da Silveira; e Sucata, de Milton Gonçalves, ambos em 1961.

Por duas vezes o TEN é impedido de participar de festivais negros internacionais pelo próprio governo brasileiro. Segundo a historiadora Miriam Garcia Mendes, no entanto, esses fatos não devem ser compreendidos apenas como fruto da discriminação racial: "... os movimentos de vanguarda, e o TEN era um deles, sempre enfrentaram grandes dificuldades, não só por falta de apoio oficial, como pela natural reação do público (...) habituado às comédias de costumes inconseqüentes ou dramas convencionais".2

O Teatro Experimental do Negro nunca atingiu a importância social que pretendia em seu tempo. Mas, em termos de história do teatro, significou uma iniciativa pioneira, que mobilizou a produção de novos textos, propiciou o surgimento de novos atores e grupos e semeou uma discussão que permaneceria em aberto: a questão da ausência do negro na dramaturgia e nos palcos de um país mestiço, de maioria negra.

O Negro na Moda



Penteados
O cabelo do afrodescendente certamente é parte intricada do perfil estético que compreende a identidade negra. A relação que cada um tem com seu cabelo é muito particular. O fato de saber ou não lidar com ele determina a forma como é aceito. Além disso, as possibilidades de informação que cada um tem e as experiências vividas desde a infância até a idade adulta fazem com que as pessoas criem diferentes conceitos sobre a forma como encaram seu cabelo e traços, descendentes das populações que vieram do continente africano.

Jóias
Além das esculturas em madeira e das máscaras outras peças muito significativas para a arte africana são as jóias. No Mali encontramos os colares de contas de vidro feitas à mão e, portanto, únicas, com que presenteiam as noivas no dia de seu casamento. As contas são multicoloridas e vêm em diferentes tamanhos e formas. Algumas são em forma de bulbo, outras são alongadas e achatadas, ou ainda em forma triangular. O que as torna tão interessantes, além da beleza, é que elas são originárias da europa do final do século XIX, início do século XX, e eram comercializadas na África. Todas as mulheres na África Ocidental usavam esses colares de contas de vidro, mas em Mali iniciou-se a tradição do uso desses colares especialmente no casamento.
Mundo da moda nos dias de hoje
A primeira modelo negra a ganhar a capa da Vogue americana foi Beverly Johnson em 1974. Mas Naomi Sims (morta em agosto aos 61 anos em decorrência de câncer) é considerada a primeira top model negra da história. Em 1967, ela foi capa do suplemento de moda do jornal The New York Times. No começo da carreira, Sims ouvia das agências que sua pele era muito escura para seguir carreira e, desde então, saiu batendo nas portas de estúdios de fotógrafos procurando trabalho. A Playboy norte-americana também só teve uma negra na capa em 1971, com fotos da modelo Darine Stern.
Brasil
O Brasil tem representantes de peso da raça, como Emanuela de Paula, recém-nomeada angel da grife Victoria´s Secret; Carmelita, que ganhou como new top no Prêmio Moda Brasil 2009, e Gracie Carvalho, em ascensão dentro e fora do Brasil. Mesmo assim, em junho, o Ministério Público do Estado de São Paulo firmou um acordo com a Luminosidade, empresa que produz a São Paulo Fashion Week, para que as grifes que participam do evento tivessem pelo menos 10% do casting formado por pessoas de outras etnias. Apesar de não se tratar de uma imposição e sim de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelos próximos dois anos, a imposição de cotas não está descartada.
A medida divide opiniões, mas recebeu apoio até da mais importante modelo brasileira de todos os tempos. "Acho que as pessoas têm de ter o direito de se apresentar... Nada do que é feito por obrigação tem uma boa aceitação. Nesse caso, porém, vale a pena tentar. Acho que pode ser positivo", disse Gisele Bündchen, ao desfilar para a Colcci.

O Negro na Musica



A musica tradicional africana é muitas vezes marcada por ritmos percussivos,porem com muitas influências da musica indiana e árabe,principalmente na região central,já mais ao norte sofreu muita influencia européia e americana. A música e as formas de dança da diáspora Africano, incluindo a música afro-americana e muitos gêneros caribenhos como soca, calipso (gêneros afro-caribenhos), zouk (musica antilhana) e gêneros musicais latino-americanos como a salsa, rumba, e outros derivados do clave-ritmo (cubano), se originaram com diversos graus de variação na música dos escravos africanos, que por sua vez influenciou a música popular africana.
Os negros foram levados para a America como escravos,e influenciaram de forma vital para a musica desses lugares,como nos EUA,onde devido a mistura do ritmo negro,o ritmo do trem,e a dor e o sofrimento foi criado o jazz e o blues,mais tarde o rock n roll,soul e o rap,todos com movimento de revolta a sua realidade social e com intenção de divertir o gueto,o rock n roll que depois levou muitos brancos como Eric Clapton,Peter Frampton e outros,a terem desejo de “se torna um negro americano nascido no Halley” .Foi até mesmo de um negro americano que tiramos o nome do Blog o grandioso Robert Johnson.
No Brasil o negro foi importante para o surgimento de musicas como samba ,axé,chorinho entrre outro,e como nos EUA,surgiu como musica do gueto e da vida dos negros.
Tabem teve o Reggae da America central,muito importante na áfrica e no resto do mundo,talvez a musica negra de maior influencia depois do Jazz e do Blues.